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EU ME PERDI DE MIM... E ME TORNEI UMA PESSOA TANTO QUE TEMIA

October 5, 2018

Sabe aquele momento que nos deparamos com nossas atitudes e não entendemos o porquê estar agindo desta maneira? Pior, as vezes são justamente condutas que temos o hábito de criticar ou apontar o dedo nos outros. E nesse reflexo é que paramos questionar em que momento nos perdemos de nós e me tornamos exatamente aquela pessoa que mais temia.

 

Às vezes, certos comportamentos dos outros nos chamam tanta atenção de forma negativa, que nos toca com efeito reverso do exemplo a não ser seguido. Afinal, queremos tanto escapar da reprodução do ser acomodado, egoísta, ‘reclamão’, apático, impaciente, indiferente, preguiçoso, insensível, resistente a mudanças, sequestrador de ideias ou que aceita tudo o que dizem como verdade absoluta, que não percebemos que estamos na verdade é bem parecido com eles.

 

Cansamos de ouvir em tom de crítica que só aceitamos as coisas se estas forem do nosso jeito. E nesse discurso ficamos acostumados em ver nossas ideias sendo suprimidas só porque não tem ‘alçada superior’, ficamos acomodados em defender nossa opinião só porque pode soar antiprofissional e “pega mal no feedback” e nos tornamos permissivos ao aceitar o ‘carimbo’ de gênio forte. Então pergunto: quem não gosta das coisas do seu jeito? E porque não posso gostar? Porque não posso defender o que acredito?

 

Nesse malabarismo entre comportamentos temidos também aparece a inquietação com a percepção de estar perdido de si mesmo. Perder-se de si quando deixamos de fazer algo por nós, quando abrimos mão da nossa vontade ou quando apenas aceitamos o que o outro quer sem negociação. Perder-se de si quando negamos sua intuição, quando deixamos que desmereçam nossas ideias ou quando aceitamos o “manda quem pode, obedece quem tem juízo”!

 

Consegue imaginar uma girafa pegando o elevador, apertando um andar qualquer, caminhando em direção a uma mesa de trabalho e se acomodando numa pequena cadeira? Parece loucura, mas essa imagem absurda e lúdica pode nos fazer entender a expressão “essa posição não te cabe mais”. E mais, é possível enxergar do alto do pescoço da girafa, olhando de cima, para entender o que é estar perdido em um espaço que não é nosso e agindo como o tão temido ‘reclamão’ de tudo.

 

Por agora, espero que nesse embaraço entre se perder, se reencontrar ou se encontrar, consigamos treinar nossa consciência para conviver sobre os efeitos reais e bipolares de viver a vida que não quer ser vivida e/ou de estar em um caminho que não toque a alma e coração, para que não só consigamos reconhecer nossos papéis, vontades, interesses e sentimentos, como também para que possamos seguir com clareza e auto responsabilidade no equilíbrio dessa corda bamba das decisões e de simplesmente existir.

 

 

 

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