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Analytics x Humanitics?

November 22, 2018

Foi justamente esse ponto que me fez pensar a Humanitics!

 

Será mesmo que tratar esta questão, seria entrar no embate “eu sou de exatas e o outro é de humanas”? Será que abordar esse tema poderia parecer que estamos em briga com a tecnologia? Será que a partir de agora a vida será feito de “estudos apontam”? Certamente, tenho mais questionamentos que teses para essa pauta abordada.

 

Entendo que na era da inovação, do futurismo, do digital, do mundo online e da reinvenção de várias outras frentes – sejam pessoais, organizacionais, no campo da educação ou no futuro do trabalho – é inevitável não falar de big data* e análise de dados. Em contrapartida, questiono o porquê desprezar (e não incluir) nessa nova abordagem, o lado humano, que sempre fez está roda girar tão lindamente no mundo.

 

Na minha concepção, aí que entra a interseção deste manifesto. Como equilibrar, por exemplo, o cliente que quer inovação e tecnologia, mas também presa pelo relacionamento e pessoalidade? Como entender uma empresa que tem a melhor plataforma de negócios, com a melhor tecnologia, e não consegue envolver o cliente com seu produto?

 

Há bem pouco tempo atrás, prospectávamos clientes com o feeling do negócio, e colocávamos na venda, a emoção e pessoalidade. O e-commerce chegou e já trouxe a racionalidade para a venda. Mas será que, com tanta informação pronta, estamos ficando cada vez mais alienados por seguir a fórmula ‘dada’ pelo analytics, fazendo negócios apenas direcionado pelo que está escrito no rótulo?

 

Fico pensando ainda como funciona a interação do público-alvo gerada através de estudos e projeções, sem o aproch e empatia do vendedor! Os números indicam qual cliente prospectar, mas sem a vontade de encantá-lo, não se sustenta o relacionamento e fidelidade do cliente. Seguindo assim, os números serão apenas números, e não um instrumento para gerar mais negócios.

 

As ferramentas analytics podem te ajudar em vários direcionamentos de marketing e comunicação, como por exemplo, entender o comportamento dos visitantes em um site, quanto tempo de interação passam ali, e também no entendimento das ações de marketing nas campanhas. Consigo saber quem é meu público, qual a faixa de idade, sexo, falar com ele (e talvez falar o que ele quer ouvir) e medir comportamentos. Em tese, crio um ambiente perfeito para alcance dos meus objetivos nos negócios.

 

Mas será que eu sustento minha audiência apenas com essas ações? Quando ele (meu cliente) se sentirá conectado comigo e com a mensagem que estou passando? Qual espaço que permito que a interação (e interesse) real aconteça (mesmo que ela seja online)? Porque no mundo digital, pessoalidade se transformou em mandar e-mails personalizados? Só porque chamei meu “lead” pelo nome no e-mail significa que mostrei pessoalidade?

 

“Entender verdadeiramente seus clientes é a única maneira de ter certeza que você está criando e entregando produtos e serviços que eles realmente querem e precisam”. Quando leio isso só penso: Oiiiiiiii?! Como sabemos que estamos entendendo verdadeiramente nossos clientes apenas com análise de dados? Como afirmar que determinada informação recebida do ambiente será internalizada da mesma forma por cada pessoa?

 

O analytics aponta tendências, mas não entende que cada indivíduo tem sua singularidade dentro desta grande amostragem analisada. Os dados, sem informação e sem a sabedoria humana são apenas dados, amostragem e tendência. Ou seja, o analytics calcula padrões e projeções, mas é o Humanitics que reconhece esses padrões.

 

Por isso considero difícil pensar em decisões tomadas somente a partir dos dados. Precisamos mesmo encontrar lógica e razão para todas as coisas e situações? Como podemos apenas aprimorar essas questões? Podemos escolher um caminho a seguir, comparar opções e optar por uma ou outra. Mas não podemos escolher o que sentimos. Máquinas são ótimas em simular, não em ser! Ser, somente o ser humano!

 

Assim, como valorizar esse poder das relações humanas? Como destacar que meta e pessoas são importantes e podem caminhar juntas? Que não tem como separar o resultado do lado humano?

 

Nós precisamos inovar, nos adequar e fazer uso dos benefícios que a tecnologia nos proporciona, e precisamos entender que estamos vivendo em um mundo de um futuro que ainda não sabemos como será ao certo. Mas estamos nos tornando almas vazias. Quando você foca apenas no desenvolvimento material, algo é renegado na vida - às vezes é tempo, outras vezes a espiritualidade, outras as ausências (família, filhos, amigos, você mesmo). Um bom exemplo para essa teoria é o Japão, que em 2018 indicou um número de 30 mil suicídios por ano - sendo 60% deles relacionados à saúde mental, pressão social e depressão. Isso em país com riqueza, tecnologia atrás de tecnologia e... vazio na alma!

 

Por este e outros motivos que falo sobre humanizar as relações! Isso vale para todos os ambientes que circulamos: desde a sala de atendimento de um hospital, a escola dos nossos filhos, enquanto cliente, e acima de tudo, como profissional e como gestores. Precisamos parar e pensar: como posso fazer meu cliente ou funcionário entender que ele não é apenas mais um? Como respeitar o outro como verdadeiro outro? Como respeitar a história de cada um?

 

Quero concluir dizendo que Humanitics não é o oposto do analytics! Deveria ser o complemento, a parceria e a conexão entre esses dois mundos, numa simbiose riquíssima. Analytics não é o vilão quando consegue ter interação humana, e Humanitics não será apenas o mocinho que não coloca resultado nas decisões.

 

Seja você analytics, ou seja você Humanitics, precisamos unir forças e considerar um processo mais colaborativo e humanizado. Vamos unir forças e aproveitar as ferramentas disponíveis para melhorar ainda mais nosso viver.

 

No fundo, em um mundo pautado por analytics, nós apenas clamamos por mais Humanitics!

 

 

*Big data é simplesmente todos os nossos dados pessoais que usamos na internet, seja uma consulta, pesquisa, leitura, blogs, compras e mídias sociais. É quase que um resumo de todos os nossos gostos, preferências, segredos e etc. Somos rastreados todos os dias! Só espero que todas essas empresas que geram ou fazem uso de tais informações tenham responsabilidade e ética com todos os nossos dados.

 

 

 

 

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