NÃO SINTO FALTA DE UM CHEFE ME GUIANDO, MAS GOSTO DE TER UM MENTOR ME APOIANDO

June 10, 2020

O caminho de quem decide enfrentar uma carreira solo ou empreender é um tantinho solitário, e confesso que em alguns momentos já bateu o questionamento se a vida não era bem melhor com alguém me falando o que fazer, seguindo ordens ou com um chefe. Às vezes eu só queria seguir um plano traçado por outra pessoa, seguir um script e receber meu salário no final do mês. Mas não consigo mais pensar em uma vida com eles, os chefes!

 

Vamos lá, é confortável ser amparado com o crachá do chefe, pedir sugestão, pedir o endosso antes de tomar decisões, afinal ele que assuma a bronca já que tem o cargo e alçada pra isso, né? E essa é a grande diferença na vida sem crachá: agora você é seu próprio chefe! É você planejando, pensando, executando, decidindo e dando a cara pra bater.

 

# Quem irá fazer follow-up comigo agora?

# Quem irá traçar o plano estratégico do negócio?

# Quem irá garantir meu plano de crescimento profissional?

 

Ainda no período de gestação do meu projeto, já entendi que precisaria de apoio e contratei a mentoria da Carolina Messias em uma Oficina de Identidade Profissional, onde o objetivo era me ajudar a dar voz ao que estava na minha mente, a encontrar as palavras que conseguissem traduz o que meu coração queria colocar no mundo – e assim nasceu a Humanitics em um parto humanizado . Desde então entendi que seriam necessários outros suportes profissionais no decorrer da minha caminhada empreendedora.

 

Com o nascer do meu negócio, assumi muitos papéis e fui fazendo escolhas de acordo com a minha intuição. Escolhi o momento de me colocar no mundo, eu mesma fiz meu site, logotipo, escolhi as cores, as fontes, fazia a produção e revisão de conteúdo e ainda atendia os clientes. Ou seja, agora com a “lojinha aberta”, não tive mais o suporte de uma mentoria dedicada, e fui aprendendo a me compor com outras opções, opiniões de amigos, grupos de apoio, parcerias, workshops, webinários e cursos específicos (marketing digital, Instagram, vendas, etc.). E é nessa hora, no mão-na-massa sozinho, que você entende o valor de alguém para trocar, orientar e ter conversas mais direcionadas e estruturadas.

 

Empreender é seguir um caminho sem representar um grande crachá! Me lembra até aquela fase da vida que saímos de casa para morar sozinhos, e passamos a valorizar mais o afeto da nossa mãe e conforto da nossa casa, sabe? Porque sim, a nossa relação com o chefe e a empresa às vezes á paternal, familiar e de dependência, assim como nossa relação de hierarquia com nossos pais. Outra relação que gosto de usar é que saímos do carro automático para um carro manual: você precisa saber o momento de trocar a marcha, quando desacelerar, como pisar na embreagem e ainda conhecer a rota e direção do seu trajeto.

 

Eu, enquanto dirijo meu negócio no manual, vou sentindo qual será a marcha da vez! Nesse dirigir, também percebi que ‘alguns caronas’ (clientes), pequenos empreendedores, tinham a mesma dificuldade que eu: falta de alguém para falar do seu negócio, dos seus problemas, suas dúvidas ou alguém simplesmente para opinar e ter uma conversa diferente do que um simples desabafo.

 

Olha que engraçado: eu supria essa carência em alguns clientes, mas eu também estava carente no meu negócio. E assim, em mais uma troca de marcha, senti que este ano era o momento de dar um toque mais profissional para meu negócio, e ter alguém para palpitar, orientar, sugerir, propor mudanças e olhar para aqueles pontos que eram meus gaps. Foi então que comecei outra mentoria, agora com a Ingrid Baquit, para trabalhar meu branding, identidade visual, marketing, canais de comunicação e infoprodutos – algo que ainda não tinha feito com o apoio de um profissional. Certamente não será a última mentoria que farei no meu negócio e na minha vida, porque se tem algo que acredito é que a presença de um mentor sempre será bem-vinda na minha trajetória pelo mundo!

 

Por fim, aproveito para compartilhar um caminho que pode servir de rota e filtro da sua necessidade para apoio profissional no seu projeto:

 

  1. Comece com as ferramentas que conhece. Mas comece!

  2. Adquira conhecimento nas áreas que você não é tão experiente. Vale cursos, palestras, leituras e o que estiver ao seu alcance.

  3. Reconheça seus gaps e procure profissionais nessas áreas para te apoiar. Às vezes, algo que te demanda muito tempo e esforço pode te desviar do foco do seu projeto ou negócio, algo que um profissional da área faria de forma mais produtiva.

  4. Foco naquilo que você é bom. Foco no core do seu projeto e negócio. Ele que te dará seu sustento financeiro.

  5. Aceite mudanças de rotas e estratégias, se for necessário. Nem sempre tempos as ideias mais geniais ou fazemos as melhores escolhas. Errou, tome o prumo e refaça a rota.

 

 

 

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