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E DE REPENTE O SENTIMENTO DE INSATISFAÇÃO PROFISSIONAL VOLTOU...

Antes de entrar no mundo sem crachá, enquanto ainda estamos recebendo nosso querido salário, batendo ponto e se debatendo em torno da insatisfação profissional, a vida sem crachá é apenas objeto do nosso pensamento – é uma criação da nossa mente.


Imaginamos quais os valores queremos construir nessa nova fase, quais serão nossas entregas e serviços, definimos tempo, e eliminamos qualquer semelhança com a vida corporativa.


  • Se você trabalha 8 horas por dia, seu novo desejo é um horário flexível.

  • Se você precisa seguir regras e modelos, seu novo desejo é algo mais livre.

  • Se vive numa carreira muito hierárquica, seu novo modelo é desenhado de forma horizontal.

  • Se você trabalha longe e pega muito trânsito, seu novo trabalho será remoto.


Ou seja, a insatisfação profissional é que te faz idealizar o sonho da vida sem crachá!


Tudo na vida sem crachá é uma construção. Estamos saindo da fase das ideias (da mente), para colocar no mundo (materializar) algo que sonhamos ou criamos pra valer, para dar certo. Muitas vezes, começamos a construir um modelo de negócio do zero, com recursos limitados, com várias funções acumuladas, com o desafio de vender a si mesmo, vender se projeto novato, ganhar dinheiro, se sustentar... “assobiando e chupando cana ao mesmo tempo”.


E é justamente quando estamos na experimentação, na base empírica da coisa toda, que sentimos que quase tudo é diferente - “Na prática, a teoria é outra”.


E daí o sentimento de insatisfação profissional parece voltar!


A insatisfação volta porque o trabalho é intenso. A insatisfação volta porque passamos a rever nossa relação com o tempo e a ansiedade da espera. É muita mão na massa, muito operacional, às vezes falta a flexibilidade que queríamos, voltamos a nos sentir presos, vem a sensação de cansaço, e em alguns casos, de fracasso mesmo.


Na angustia de fazer o negócio dar certo, abraçamos projetos (e clientes) que não fazem sentido com a nossa proposta de trabalho, e muito menos com o que buscávamos. Sensação de ter trocado seis por meia dúzia.


Esse é um ciclo que se não tomarmos cuidado, será constante. Fico feliz, lanço um projeto, fico aninada, me desespero, aceito projetos e clientes sem proposito, preciso de caixa urgente, fico insatisfeita, aceito... tenho uma nova ideia, volto a ficar feliz, me animo, lanço o projeto... e volta a roda da insatisfação.


Esquecemos de remodelar o modelo inicial, que antes era um rascunho, para a nova versão adaptada. Esquecemos de rever nossos próprios conceitos e entender qual é o novo modelo agora! O modelo atual, após testado, com certeza terão outras considerações. Nem tudo imaginado passou no teste, e precisamos excluir alguns itens, incluir outros e ajustar ao modelo do agora, na nossa nova e atual realidade.


Esquecemos de considerar os novos critérios. A flexibilidade agora é diferente, a liberdade ganha uma nova forma e aparecem novos conceitos. Nós mesmos não somos mais a mesma versão que iniciou essa criação. Logo, como não adaptar?!


Continuarei defendendo (e praticando) o acompanhamento dos nossos movimentos e projetos. Parar, rever os planos, checar nosso estado atual, voltar ao foco, se dedicar ao que é essencial... e seguir o trabalho.





 

São Paulo - SP

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